93% dos potenciais proprietários do imobiliário turístico no Alentejo são portugueses

18 11 2009

Luis de Mesquita Figueiredo

A conclusão resulta da análise desenvolvida pela ILM Advisory para traçar o perfil do potencial proprietário de imobiliário turístico no Alentejo Litoral e Interior. O ano de 2009 ficará marcado na história pelos fortes impactes da crise económica nomeadamente nos mercados imobiliários, pelo que compreender as necessidades e aspirações da procura potencial daquele que se propõem a ser o destino que se segue no mercado de Turismo Residencial nacional deu o mote a mais uma das iniciativas de conhecimento de mercado da consultora especializada em turismo.

 

A análise denominada Alentejo Mini Monitor conclui ainda que 82,5% dos potenciais proprietários tem entre 25 e 54 anos, sendo que 30% encontram-se entre os 35 e 44 anos e 29% entre os 45 e os 54 anos. No que diz respeito à situação familiar 75% afirma viver em família, sendo que cerca 32% possuí um filho e 38% possuí dois filhos. Não obstante a baixa taxa de resposta referente ao rendimento anual auferido, 21% dos entrevistados respondeu auferir um rendimento médio anual entre 36.500€ e 51.100€.

Quando questionados sobre o orçamento considerado pelos potenciais proprietários à compra de uma segunda habitação cerca de 66% da procura do litoral e 72% da do interior indicou estar disposta a despender até 295.000 para a aquisição de uma segunda habitação. Um resultado que se verifica em sintonia com a pirâmide de posicionamento de preço vs quota de mercado reconhecida no mercado internacional como referência.

De destacar que no intervalo de valores entre os 735.000 e 1.500.000€  a % de potenciais proprietários é maior para o interior do que para o litoral, facto que poderá ser justificado pelo desejo de aquisição de propriedade de maior dimensão.

Sobre o tipo e tipologia da propriedade que gostavam de adquiri a análise conclui que em ambas as regiões existe uma procura preferencial por moradias isoladas de 3 e 4 quartos mas salienta também uma preferência por apartamentos, nomeadamente de 2 quartos para o Litoral.

44% dos potenciais proprietários referiu ainda utilizaria a propriedade como casa pessoal de férias conjugando com os fins-de-semana, e aproximadamente 15% dos inquiridos mostraram-se dispostos a arrendar essa mesma propriedade e 11,5% desejar nela viver permanentemente.

A intenção de uso médio anual varia entre as 2 e 13 semanas verificando mais de 65% das respostas recolhidas, sendo que a utilização entre as 2 e 6 semanas foi enunciada por  36,5% dos inquiridos e a utilização entre as 7 e 13 semanas obteve 32% das intenções.

Conscientes da oferta futura de resorts prevista para o destino Alentejo, foi também objectivo da análise ILM perceber quais os serviços que os potenciais proprietários mais valorizam num resort, o que permitiu constatar que não existem grandes disparidades entre o litoral e o interior. Assim, segurança, manutenção e limpeza foram identificadas como sendo as três rubricas mais relevantes, apresentando taxas de resposta entre 11 e 13%.

Quando inquiridos sobre os serviços de arrendamento as respostas dividem-se em função da região, dando os potenciais proprietários do litoral pouca importância a este serviço (6%), ao contrário dos do interior que lhe atribuem uma importância de 10%. Situação inversa verifica-se ao nível dos serviços comerciais, dando os potenciais proprietários do litoral mais importância a este serviço do que os do interior (12% vs 7%).

A qualidade das praias do Litoral é o principal factor motivacional para a compra de uma segunda habitação na região. Segue-se a localização desta região, nomeadamente devido à centralidade da mesma no país. No Alentejo Interior a fuga das cidades e a procura de tranquilidade são o principal factor motivacional para a compra, seguindo-se de perto factores como a paisagem e a gastronomia local.

O Algarve foi identificado como o principal destino alternativo para a compra de uma segunda habitação em ambas as regiões, como localização alternativa os potenciais proprietários do Alentejo Litoral apresentam o Oeste e os do interior mencionam o Douro e o Norte – regiões que se caracterizam igualmente por um maior contacto com a natureza e consequente tranquilidade.

O Alentejo Mini Monitor foi desenvolvido com base na aplicação de um questionário na rua a turistas e transeuntes, nas regiões de Tróia, Soltróia, Comporta, Évora, Marina da Amieira, Alcácer do Sal e Grândola, assim como em unidades de alojamento, agências imobiliárias, postos de turismo e restaurantes locais. A recolha da informação foi efectuada entre os dias 23 de Junho e 4 de Setembro e de um total de 200 respostas recolhidas, 62% foram provenientes de potenciais proprietários.

(Download) Alentejo Mini Monitor

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