Especial – Seminário Promover Turismo. Capitalizar Cultura

25 11 2010

Seminário ILM - Promover Turismo, Capitalizar Cultura

Caros Amigos,

A pouco mais de uma semana da realização do Seminário Promover Turismo – Capitalizar Cultura, que o Grupo ILM está a organizar com o apoio do Turismo de Portugal e IGESPAR, tomamos a liberdade de preparar uma selecção de notas de opinião desenvolvidas pela nossa Equipa do Laboratório de Turismo Cultural relacionadas sob a temática deste seminário.

O Seminário Promover o Turismo – Capitalizar a Cultura pretende constituir uma oportunidade de reforçar o diálogo entre turismo e cultura como forma de criar sinergias e simbioses sustentáveis com efeitos práticos, produzindo benefícios socioeconómicos para todos os seus stakeholders.

Serão apresentados exemplos de boas práticas em cooperação, organização, gestão e financiamento através dos casos de sucesso incluindo da VisitBritain, Hadrian’s Wall Country e Heritage Lottery Fund UK.

ALGUNS DOS ORADORES CONFIRMADOS:
_Luís Patrão, Turismo de Portugal
_Gonçalo Couceiro, IGESPAR
_Joss Croft, Visit Britain
_Emma Carver, English Heritage
_Gareth Maeer, Heritage Lottery Fund
_Linda Tuttiett, Hadrians Wall Country
_Alisdair Hinshelwood, HaleySharpDesign
_Simon Ody, The Visitor Attraction Company

Fazendo votos que a esta iniciativa e o programa de seminário proposto pela nossa Equipa do Laboratório de Turismo Cultural vá ao encontro das vossas expectativas, desde já agradecemos a atenção dispensada e relembramos que se ainda não teve oportunidade de fazer a sua inscrição basta preencher e nos devolver o Programa e Ficha de inscrição de acordo com os moldes de participação disponíveis.

Contamos com a participação!

Melhores cumprimentos,
Simon Punter

ESPECIAL SEMINÁRIO PROMOVER TURISMO CAPITALIZAR CULTURA

O património cultural é único a cada país e espelha a sua identidade (turística) – Entrevista Ambitur com Simon Punter e Andrew Coutts
No final de 2009, a ILM decidiu avançar com a criação de um Laboratório de Turismo Cultural (LTC) concentrando esforços internos e reunindo um conjunto de parceiros especialistas em áreas como o planeamento, design, sustentabilidade e operação de “heritage visitor attractions”, no desenvolvimento de uma abordagem crítica de análise e optimização e valorização do património histórico cultural nacional. Apesar de Sagres, Sintra e Belém serem dos locais mais visitados do país, com milhões de turistas, estão sub-aproveitados ao nível do contributo que dão à projecção da imagem nacional e ao nível das receitas que conseguem gerar.

Turismo, sustentabilidade, cultura e património
A noção de sustentabilidade da cultura e património enquanto negócio não é nova em Portugal, havendo claramente casos de sucesso como por exemplo a Fundação Serralves ou a Parques Sintra Monte da Lua. No entanto estas são ainda excepções uma vez que a maioria das atracções culturais apenas mantém portas abertas por via de financiamento/subsídio, seja ele local ou central.

O Mundo já lhe chama Culturtainment
Um pouco por todo lado o património histórico-cultural de grande interesse turístico tem vindo a ser desenvolvido e gerido de forma a promover verdadeiras experiências culturais – culturtainment. A forma como se contam a(s) história(s) dos objectos, os eventos, as personagens, o cuidado do design que serve de palco à exibição do acervo cultural e a forma como se promove a interacção entre o visitante e este, proporcionam um contexto único e diferenciador de aprendizagem e(m) lazer.

Simon Punter explica Laboratório de Turismo Cultural
Desde 1999 que a ILM desenvolve exclusivamente projectos de turismo, sejam estes de puro planeamento turístico (a nível macro) ou hoteleiros, resort, golfe e spa, por exemplo. Ainda que a sua notoriedade e curriculum estejam muito associada ao desenvolvimento de resorts integrados, a nossa ligação e o nosso compromisso é com o desenvolvimento sustentável do turismo em Portugal, e é esse compromisso que tentamos sempre respeitar quando estamos a trabalhar num novo projecto independentemente do seu tipo e que já tem incluído âncoras de desporto, saúde, retalho e por aí fora .

ILM Advisory reforça área de consultoria a património histórico-cultural
A ILM Advisory oficializou a sua parceria com Simon Ody da “The Visitor Attraction Company”, com o objectivo de poder dar uma resposta especializada às necessidades decorrentes do desenvolvimento, implementação e gestão de equipamentos de lazer e património “visitor attractions”, cuja eficiência seja essencial à sua sustentabilidade. (https://ilmadvisory.wordpress.com/2010/11/04/ilm-advisory-reforca-area-de-consultoria-a-patrimonio-historico-cultural/)

Para download do programa e ficha de inscrição clique AQUI

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O património cultural é único a cada país e espelha a sua identidade (turística)

17 11 2010

Leading Sustainable Tourism2

No final de 2009, a ILM decidiu avançar com a criação de um Laboratório de Turismo Cultural (LTC) concentrando esforços internos e reunindo um conjunto de parceiros especialistas em áreas como o planeamento, design, sustentabilidade e operação de “heritage visitor attractions”, no desenvolvimento de uma abordagem crítica de análise e optimização e valorização do património histórico cultural nacional. Apesar de Sagres, Sintra e Belém serem dos locais mais visitados do país, com milhões de turistas, estão sub-aproveitados ao nível do contributo que dão à projecção da imagem nacional e ao nível das das receitas que conseguem gerar. Esta é a visão dos responsáveis da ILM, Andrew Coutts e Simon Punter (responsável pelo Laboratório), que, nesta entrevista, defendem que o Património Histórico Cultural nacional é sem dúvida o nosso recurso mais valioso e com maior potencial de desenvolvimento enquanto argumento de captação de turistas e de posicionamento autêntico e diferenciado do destino Portugal no mapa turístico internacional.

AMBITUR O Grupo ILM está a apostar numa nova área de actuação, a que diz respeito?
ILM – A nossa aposta no LTC tem por base a consciência do estado actual de subaproveitamento do património nacional enquanto âncora de desenvolvimento económico e social, ou seja enquanto atracção de visitantes competitiva, sustentável e fiel aos factos histórico e culturais que lhe deram origem. É um facto que temos um património com um potencial enorme para ser uma âncora de desenvolvimento, com um efeito multiplicador na economia e sociedade. A sua optimização permitirá, por um lado, envolver a sociedade na sua preservação e dinamização e por outro lado captar e reter um turista informado e motivado para entender e divulgar mais sobre o país.

Nos últimos anos tem se verificado um movimento internacional crescente neste sentido. Veja-se por exemplo a aposta feita em Inglaterra pelo Estado, através de vários fundos, no património. Desde castelos a centros de interpretação, entre outros, procurou-se dar um novo ângulo de abordagem ao património e turismo. Ou seja, existem agora em Inglaterra “heritage visitor attractions” (museus, castelos, entre outros) que são infra-estruturas fundamentais em qualquer destino. Temos recursos, infra-estruturas base, mas falta uma reengenharia do património, na óptica do visitante, por forma a optimizar a sua performance e a experiência do visitante, seja este local, nacional ou internacional. O que se pretende é que um visitante tenha uma experiência autêntica, memorável, educativa e de entretenimento q.b. seguindo a tendência internacional de “culturtainment”. Esta abordagem operacional vai resultar na captação de um maior número de visitantes qualificado que vão querer explorar a componente histórica e cultural, e que ao saírem satisfeitos com a(s) experiência(s) vão passar a palavra. A arte reside na capacidade de elevar o património, operando-o enquanto uma “visitor attraction” sem comprometer a sua nobreza ou desvirtuar o seu papel.

A questão de se tornar uma “visitor attraction” é mesmo importante, e peço desculpa por utilizar esta denominação tão funcional na língua inglesa e para qual desistimos de procurar a tradução adequada. E a nossa referência a “visitor attactions” tem por base o património, onde a reengenharia do mesmo (restauro, sinalética, informação, exposições, interactividades e mutações dos mesmos etc.) permite tornar a experiencia do visitante ao património mais atraente, gratificante e por sua tenha provoque um efeito positivo na rentabilidade do mesmo.

Portugal tem que parar e analisar qual a percepção que existe do país ao nível externo. Sol e Mar, Golfe, MI, obviamente, sempre foram e sempre serão importantes. Mas Portugal tem a oportunidade de explorar activos base que podem realmente marcar a diferença, e esta é uma oportunidade ímpar. Se temos este património, de museus a castelos, construções romanas, entre muitos outros exemplos de uma longa lista, temos que repensar como podemos usar este manancial na óptica do visitante tendo por objectivo uma sustentabilidade de excelência.

O património (leia-se património edificado) em Portugal foi ignorado durante anos. Isto pode constituir uma vantagem por não ter tido um excesso de intervenções que comprometeram as suas inerentes qualidades. Associando este estado “original” com uma procura turística que busca conhecimento e autenticidade, permite concluir que estamos perante uma oportunidade única para o país desenvolver este argumento e para atrair novos mercados através desta diferenciação.

Podemos aqui criar uma dinâmica de investimento que tem um enorme impacte económico e social na envolvente. Por exemplo, o investimento feito em Foz Côa deverá servir para ancorar um novo desenvolvimento da actividade económica nesta região. Não basta criar um museu standard. É necessário desenvolver um plano operacional de integração deste activo com o verdadeiro museu arqueológico que é o Parque Arqueológico do Vale do Côa e com todos os recursos turísticos da sua envolvente, ou seja, este tem de ser operado como uma “visitor attraction”, para que consiga proporcionar uma experiência marcante ao visitante, na óptica do ”edutainment” e do “culturtainment”.

O plano de integração implica envolver a comunidade, proporcionar múltiplas experiências em torno dos múltiplos recursos – património, natureza, história, vinho, tradições, gastronomia, entre outros.

Urge pensar em produtos e sub-produtos de nicho e em cross-selling entre produtos e regiões. Existe uma relação fundamental entre o touring cultural, gastronomia, natureza, património e cultura. Temos que estruturar, na estratégia de desenvolvimento do destino, vários produtos em torno do património. Só assim conseguiremos um produto muito bem definido para um concelho, uma região e para um país. Precisamos de um produto turístico estruturado, que na maioria das situações não acontece.

A ILM considera que é fundamental uma reengenharia do património nacional para criar interessantes, competitivas e sustentáveis “heritage visitor attractions”. Sendo esta uma maneira de capitalizar e optimizar estes recursos de grande interesse turístico.

AMBITUR – O que pretendem, e resumindo a nossa conversa, é fazer a reengenharia do património na óptica do visitante nacional e internacional?
ILM – Sim. Desenvolvemos no LTC o modelo Cultural Experience Hub (CEH), que tem por base o património, a sua valorização e o seu desenvolvimento no contexto do turismo e da comunidade onde está inserido. Nitidamente um caso em que “a soma das partes é maior do que o todo” devido às possíveis sinergias e às mais-valias criadas entre todos aos mais variados níveis. A aplicação do modelo CEH ao património confere-lhe um poder suficiente forte e estruturado para motivar, informar e fomentar a descoberta dos outros atractivos locais, regionais ou nacionais, por parte dos visitantes/turistas. Este modelo tem um forte impacte na comunidade local, pelo seu carácter catalizador cultural, económico e social, potenciando a procura turística. O destino, neste contexto, é um todo e o monumento âncora assume um papel preponderante enquanto catalizador do desenvolvimento da vila, concelho, cidade, região onde se encontra, e de todas as experiencias que esse território proporciona ao turista desde a gastronomia ao contacto com o artesanato e os artesãos.

Esta abordagem sistematizada do turismo e da cultura foi construída com base no nosso conhecimento de business planning, no nosso compromisso com a sustentabilidade e na capacidade de ler as necessidades do mercado, identificar as oportunidades e procurar sinergias.

AMBITUR – O que a ILM está a fazer então no terreno a este nível?
ILM – Fizemos um grande investimento, um “trabalho de casa” cuidado, este ano. Nós fazemos consultoria/advisory e temos que estar bem fundamentados nas nossas áreas de intervenção, conhecer o terreno e as pessoas que estão no meio. Depois de termos encarado esta área como prioritária para nós, fomos para o terreno pesquisar, tanto no país como no estrangeiro. Começámos em desenvolver a nossa rede para cobrir todas as áreas de especialização que não detínhamos no nosso núcleo local, com destaque para dois associados em Inglaterra com quem já trabalhámos há anos, um líder ao nível do conceito, negócio e operações na área de visitor attractions, outro de design do visitor attractions sendo uma das mais conceituadas empresas mundiais na projecção das partes expositivas. Tivemos recentemente uma experiencia gratificante com uma outra empresa, desta vez nacional ligada à arqueologia que complementou a nossa equipa nesta área específica e comprovámos que há boas práticas e visão em Portugal também. Começámos também para construir conhecimentos a nível institucional, investindo no nosso próprio aprendizagem e sensibilização para os desafios que o sector enfrenta para melhor ajudar na procura das soluções. Sem excepção fomos muito bem recebidos. Há uma necessidade de convivência entre património e turismo que traz benefícios mútuos, além dos outros impactos que possa produzir nas comunidades etc. As autoridades começam a reconhecer a oportunidade e a necessidade para esta valorização ser feita com profissionalismo e qualidade. Actualmente não só temos conhecimentos próprios no sector, como também criamos uma rede de profissionais que partilham da nossa visão e rigor na execução. Aliando isto aos conhecimentos já conhecidos da ILM de estratégia e mastrer-planning para os projectos, constituímos uma força única neste mercado.

AMBITUR – Balanço do que viram no terreno relativamente ao aproveitamento do nosso património?
ILM – Hoje em dia as instituições estão ao par das melhores práticas existentes quer a nível nacional como internacional, e facilmente conseguem referências. Não obstante ainda há bastante trabalho por fazer, em todo o lado, infelizmente ou felizmente. Existe potencial para diferenciar o nosso destino de outros. Temos activos, agora temos de pensar como os utilizar e optimizar enquanto recursos também turísticos e sustentáveis. Estamos atrasados face a outros países europeus. Por exemplo, voltando ao recente investimento feito em Inglaterra, este não visou apenas intervenções em grandes monumentos, mas também em pequenas vilas no interior. Através das suas “heritage visitor attractions”, Inglaterra conseguiu posicionar-se enquanto destino cultural e isso é público.

Em Portugal há muitas oportunidades. Estudámos, por nossa iniciativa, a zona entre Lagos e Sagres e existe ali um património deveras importante; que nos faz regressar ao Promontório Sagrado, hoje em dia mais conhecido pela Fortaleza de Sagres. Silves é outra referência, tantas peças, tantos activos de património, mas uma história imperceptível para a maioria dos países. Qualquer turista que visite o Algarve pelo Sol e Mar ou o Golfe, recebe resposta à sua motivação, mas se procurar conhecer mais, saber mais do país, depara-se com uma barreira. Existe a oportunidade de dar a conhecer aos turistas mais sobre as nossas origens, a nossa cultura, a nossa história, e garantir que quando estes regressam a casa carregam consigo este conhecimento e a vontade de partilhar e até mesmo regressar para viver outras experiências.

Estamos no país dos exploradores que desbravaram o mundo, dizemos isso aos turistas, mas eles querem que lhes contemos e lhes mostremos mais.

AMBITUR – Dos contactos e rede de conhecimentos que criaram a nível nacional aperceberam-se que as pessoas estão sensibilizadas para esta temática? Ou seja, para tornar o património acessível a todos, com as condições ideais?
ILMÉ necessária uma troca de conhecimento, abrir os olhos das pessoas, é necessária uma filosofia de Barak Obama “Yes, we can!”. Não quero minimizar os passos já tomados – tentativas significativas e bem-intencionadas no campo de património, recorrendo a um dos orçamentos mais pequenos do estado português.
Trazemos um novo olhar à integração do património com o turismo gerando à sua volta o essencial à sua sustentabilidade e convivência com sucesso. É preciso educar sobre o impacte que um investimento deste nível tem para o turismo, para as economias locais, para a preservação da história, dos valores culturais, das tradições, etc. O nosso papel é tentar transmitir estas mensagens e conceber e implementar as necessárias soluções a nível local e regional. Sabemos que o contexto económico não é o melhor, mas urge pensar no futuro. O importante é que esta matéria seja colocada nos planos estratégicos dos organismos que tutelam estas áreas. Este é o grande desafio, que pode ser aceite ou não. Se houver vontade tem de se traçar o caminho. A crise financeira, por outro lado, também pode criar condições para uma mudança de mentalidades, estes responsáveis devem preparar agora o seu futuro. Precisamos de uma mudança de mind-set, o nosso papel é demonstrar como podemos ser úteis nesta nova dinâmica, espero eu.

AMBITUR – Consegue identificar algum exemplo no país que corresponda de uma estratégia integrada do património com a vertente turística e social?
ILM – Acho que Belém tem um potencial enorme, porque é em si mesmo um cluster “natural” de “heritage visitor attractions”. É possível reter a atenção de um visitante naquele espaço durante dois ou três dias se forem proporcionadas todas as condições à sua descoberta. Há pessoas que vão a Paris com o objectivo de procurar uma experiência cultural e precisam de efectuar enormes deslocações dentro da própria cidade. Em Belém temos uma concentração de 8/10 atracções, com variados temas e abordagens. Este local é uma surpresa para a maioria das pessoas que vem a Lisboa. O potencial existe e, no nosso entender, existe também a obrigatoriedade de optimizar a experiência do visitante e turista. Porque esta zona não tem um masterplan específico, a sua oferta não está integrada, tem no seu meio linhas de comboio e estradas e tem que se atravessar um túnel para chegar à zona ribeirinha, que não é uma boa experiência, não há estacionamento, nem sinalética. Há formas económicas e pragmáticas de minimizar estes obstáculos, sem precisar de ir até a utopia de seguir soluções como rebaixar a linha ferroviária etc, e que valorizam a experiencia de quem a visita. Se o turista visitar Belém, sai com uma impressão muito favorável, mas garanto que podia sair muito mais educado, informado e motivado sobre o país e a sua história. Uma maior motivação pode fazê-lo voltar a Lisboa ou divulgá-lo junto dos seus. Por outro lado, o papel de hub implícita numa atracão desta importância, é de fomentar a vontade do visitante continuar a sua experiencia junto das outras “visitor attractions” nacionais com base em património, sendo que o património com a reengenharia que propomos deve promover outros centros de património do país.

AMBITUR – Estamos aqui a falar numa área onde estão duas das entidades que os empresários turísticos consideram mais burocráticas e “empecilhos” ao desenvolvimento da actividade turística, o IGESPAR e IPPAR. Num curto espaço de tempo será possível fazer mudanças nesta área, ou seja, colocar os empresários turísticos a falar a mesma língua que estas entidades?
ILMTem sido uma experiência muito interessante e gratificante trabalhar com o IGESPAR e ver do outro lado do espelho as dificuldades com que se debatem constantemente. A nossa experiência com o IGESPAR indica que há esta abertura. Não tenho qualquer dúvida que vai demorar tempo, e o papel da ILM, neste caso, é no sentido de ajudar a estabelecer a ponte. Pouco a pouco podemos integrar o turismo com o património e cultura. Saber o custo, o benefício e o impacto. E dentro do “mind-set” do Ministério da Economia saber como podemos criar um modelo mais sustentável economicamente. Há visitantes. Há turistas. Pode haver mais? Podem gastar mais? Querem ter uma “Value for Money Experience”? Então temos de cobrar mais, mas assegurar que essa experiência é correspondida com a qualidade devida. Esta é uma oportunidade para optimizar a experiência dos turistas e aumentar as receitas do sector.

Para além do IPAR, IGESPAR, incidem nestas áreas CCDR, autarquias, Estado, Ministérios….
Juntar estas entidades é um desafio enorme. Alguém tem que assumir aqui o papel do promotor. O nosso (ILM) mind-set será de promotor, ou seja, o papel de juntar as várias entidades. Com vontade e visão todos iremos conseguir ultrapassar as dificuldades.





O Mundo já lhe chama Culturtainment

17 11 2010

Rita Antonieta Neves

A cultura é sem dúvida uma das mais importantes motivações de visita a uma região. De forma a alimentar o Laboratório de Turismo Cultural, a ILM analisa todos os meses as entradas de visitantes em Museus, Monumentos e outros activos culturais, confirmando que estes facilmente atraem diferentes tipos de públicos, desde os mais jovens aos mais velhos, venham estes sozinhos, em casal ou em grupos de amigos, familiares ou escolas.
Um pouco por todo lado o património histórico-cultural de grande interesse turístico tem vindo a ser desenvolvido e gerido de forma a promover verdadeiras experiências culturais – culturtainment. A forma como se contam a(s) história(s) dos objectos, os eventos, as personagens, o cuidado do design que serve de palco à exibição do acervo cultural e a forma como se promove a interacção entre o visitante e este, proporcionam um contexto único e diferenciador de aprendizagem e(m) lazer.

A nível mundial a cultura tornou-se um importante factor soft de motivação da visita em qualquer destino, e um factor chave de competitividade e aumento da atractividade económica e social a nível regional e local. A economia das experiências, definida como a oferta de experiências que conjugam aprendizagem com entretenimento, deu origem a uma competição crescente entre activos culturais e outras infra-estruturas de lazer.

O turismo educacional apresenta-se sem dúvida como uma tendência de consumo. O turista procura cada vez mais experiências que promovam a mudança entre estados de espírito, que lhe permitam desenvolver o pensamento, lhe sirvam de inspiração e ao mesmo tempo o divirtam. Destaca-se a vontade crescente de partilha dos conhecimentos sobre uma determinada cultura, facto que contribui para o aumento da sua compreensão e consequente importância.

Mas o desenvolvimento deste turismo cultural de carácter educativo através da interacção pode estar seriamente condicionado se continuar a ser gerido unilateralmente e se não for optimizado pelo destino global. As condicionantes ao seu desenvolvimento incluem o aumento da concorrência, a ausência de uma gestão profissional, quer a nível operacional como de planeamento de experiências, e a pressão crescente em conseguir despertar o interesse de um visitante cada vez mais sofisticado, que tem cada vez menos tempo, mais hipóteses de escolha e que sabe tirar o melhor partido das diferentes ferramentas de informação que tem ao seu dispor, nomeadamente da internet.
De salientar que na economia das experiências em que vivemos os produtos são desenvolvidos em função das necessidades da procura e não da oferta, contrariando o que se verifica em muitos dos nossos activos culturais. A tendência crescente é para que a oferta e a procura caminhem a par e passo, não comprometendo a riqueza da herança histórica e cultural mas sim valorizando-a, optimizando-a e promovendo o seu desenvolvimento económico e social sustentável.

O Turismo cultural é portanto um excelente veículo para estimular a cooperação entre os diferentes agentes públicos (entidades do Turismo, do património, dos museus, autarquias…) e privados (investidores, mecenas, fundações, hotelaria), promover o desenvolvimento sustentável atraindo mais turistas para uma região e consequentemente aumentar as receitas locais, gerar mais emprego e outras mais-valias sociais. A cultura deverá ser então usada como base à optimização da identidade regional e o marketing de destino deverá ser a ferramenta de gestão de eleição promovendo a identificação de uma identidade única e distintiva através da analise do DNA cultural de um destino, ou seja de todos os recursos históricos, culturais, ambientais e sociais que caracterizam o destino e a sua autenticidade. Estes recursos podem ser ícones, locais especiais (ex: promontório sagrado), eventos históricos (ex: guerras peninsulares), personagens (ex: Pedro e Inês ou mesmo as pinturas rupestres do Côa), entre outros suficientemente fortes para dar origem a uma viagem de descoberta, a um story telling diferenciador e catalisador de experiências.

Este potencial de catalisador deve ser optimizado ao ponto de promover a ligação através da história e da cultura entre destinos mesmo a nível transfronteiriço (ex: os descobrimentos), pelo que a criação de “hubs” culturais é vital e exige cooperação na perseguição de um objectivo global que trará benefícios para todos: para a hotelaria que precisa de vender camas com valor acrescentado, para o Turismo do destino que precisa de ancorar os seus esforços em factores de autenticidade únicos e memoráveis, para o sector das viagens que está velozmente a adaptar-se às necessidades de experiências do turista do séc. XXI.

O desenvolvimento conjunto de produto turístico diferenciador fortalece, torna visível e tangível a identidade do destino e acarreta benefícios para todos, incluindo para um património que tantas vezes teima em viver de costas voltadas para a prosperidade que a economia do turismo lhe pode garantir, ou mesmo para uma região que teima em ser destino mas não consegue entender que a cultura local pode ser o seu maior trunfo.





ILM, Turismo de Portugal e IGESPAR organizam Seminário Promover Turismo, Capitalizar Cultura

11 11 2010

ILM, Turismo de Portugal e IGESPAR organizam Seminário Promover Turismo, Capitalizar Cultura

O Grupo ILM, com o apoio do Turismo de Portugal e do IGESPAR, está a organizar o SeminárioPromover o Turismo ~ Capitalizar a Cultura” dirigido especialmente aos intervenientes das áreas do Turismo e Cultura em Portugal, que se realiza no dia 3 de Dezembro na Torre do Tombo em Lisboa.

O Seminário, de um dia, promete fomentar o debate entre entidades chave do sector público e privado do Turismo e da Cultura sobre a importância da sustentabilidade do património cultural, seu planeamento, estratégia e visão, em função da experiência do visitante e turista enquanto factores críticos e catalisador de sucesso ao seu desenvolvimento.

O tema contextualiza-se na optimização do património cultural nacional recorrendo à sua recuperação e/ou operação sustentável, com foco nas necessidades de experiências educacionais e culturais dos visitantes, sem comprometer a autenticidade e nobreza do património e da cultura.

Promover o Turismo ~ Capitalizar a Cultura” pretende constituir uma oportunidade de reforçar o diálogo entre turismo e cultura como forma de criar sinergias e simbioses sustentáveis, produzindo benefícios socioeconómicos para todos os seus stakeholders.

Serão apresentados exemplos de boas práticas em cooperação, organização, gestão e financiamento através dos casos de sucesso de VisitBritain, Hadrian’s Wall Country e Heritage Lottery Fund UK.

ALGUNS DOS ORADORES CONFIRMADOS:
_Luís Patrão – Presidente Turismo de Portugal
_Gonçalo Couceiro – Director – IGESPAR
_Joss Croft, Visit Britain
_Emma Carver, English Heritage
_Gareth Maeer, Heritage Lottery Fund
_Linda Tuttiett, C.E.O Hadrians Wall Country
_Alisdair Hinshelwood, Director HaleySharpDesign
_Simon Ody, Director The Visitor Attraction Company

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Comunicação Seminário
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Maria João Pinto Coelho
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ILM Advisory reforça área de consultoria a património histórico-cultural

4 11 2010

Leading Sustainable Tourism2

A ILM Advisory oficializou a sua parceria com Simon Ody da “The Visitor Attraction Company”, com o objectivo de poder dar uma resposta especializada às necessidades decorrentes do desenvolvimento, implementação e gestão de equipamentos de lazer e património “visitor attractions”, cuja eficiência seja essencial à sua sustentabilidade.

As “visitor attractions”, atracções turísticas, são actualmente reconhecidas em todo o mundo como uma das mais relevantes motivações das visitas a um determinado equipamento e à região da sua implantação, tanto por parte da população local/regional como por turistas.

A empresa britânica “The Visitor Attraction Company” é precisamente especializada nesta vertente, contando no seu portfolio com “atracções turísticas” de renome, como The Tower of London, The National Museum of New Zealand, os parques Legoland ou o Ferrari Theme Park, em Abu Dhabi.

Segundo Simon Punter, responsável pelo Laboratório de Turismo Cultural da ILM, a oficialização desta parceria com a The Visitor Attraction Company “acontece naturalmente, na sequência da integração do seu consultor, Simon Ody, em vários projectos da ILM, que apresentam uma grande necessidade de conhecimento especializado em desenvolvimento de conceito e sustentabilidade operacional de atracções, à semelhança do já verificado com a Haley Sharpe Design e a ATIVE/ERA Arqueologia”.

De entre diversos trabalhos ligados ao património, em Portugal, desenvolvidos pela equipa do Laboratório de Turismo Cultural da ILM, destacam-se a colaboração com o Museu do Côa, para o IGESPAR e o projecto de reengenharia da frente ribeirinha de Vila Real de Santo António”.

As atracções podem consistir em locais históricos, monumentos, museus, zoos, jardins botânicos, parques naturais e florestas, património cultural imaterial e eventos culturais. Pela sua natureza, características particulares e diferenciadoras, quaisquer exemplos de património podem ser, e na grande generalidade são-no, potenciados turisticamente de forma a atrair visitantes, o que contribui para a sua sustentabilidade.

A oferta de alojamento, gastronomia, experiências, artesanato, acessibilidades e outras componentes são premissas para o visitante poder desfrutar em pleno de uma atracção, e região envolvente. Ora, agregando o conjunto de possibilidades, potencia-se a capacidade de captar visitantes, o que vai gerar um efeito económico multiplicador com significativas consequências socioeconómicas, a nível local ou regional.

Quando executado de forma correcta, o desenvolvimento sustentado de “atracções” constitui uma ferramenta eficiente, não só para a estimulação do turismo e do crescimento económico, como para a conservação da biodiversidade, preservação da cultura e tradições e ainda na criação de emprego para comunidades locais, com especial impacto naquelas que possuem recursos em que o potencial está em bruto.

O compromisso da ILM Advisory com o desenvolvimento sustentável revê-se na oficialização desta parceria, que vem reforçar a sua capacidade de resposta eficaz e eficiente às necessidades tão específicas da operacionalização de activos de lazer.





Business News Algarve meets Andrew Coutts of ILM to talk tourism, hotel developments and the prospects for 2011

2 11 2010

Andrew Coutts, CEO & President ILM Group

CHALLENGES AHEAD FOR TOURISM INDUSTRY

In the first of our monthly Table Talk interviews, Business News Algarve managing editor Paul Rouse meets Andrew Coutts of ILM for lunch at Adega, the traditional Portuguese lakeside restaurant at Vila Vita Parc resort in Porches. Over pataniscas de bacalhau, chouriço, pata negra, black pork and a bottle of 23 Barricas red, they talked tourism, hotel developments and the economic prospects for the Algarve in 2011.

If anybody is qualified to predict where the Algarve’s hotel, leisure and resort development industry might be heading next year, then it’s Andrew Coutts. As President & CEO of ILM Group, he heads up Portugal’s most experienced and well-respected management consultancy in what is, undoubtedly, the region’s most important economic sector. And whilst there is some cause for optimism, the coming year is still going to be a tough one.

“The Algarve is a unique region within Portugal,” explains Andrew, “as tourism in all its forms touches every sector of the local economy. Whether you are directly involved, operating or working within hotels, resorts, golf courses, travel agencies and the like, part of the all-encompassing property sector, or even running a small restaurant, shop or service company, you are – and will continue to be – affected by the ups and downs of tourism.

“A lot of people might think that, having made it through 2010, the worst will be over, and that after three years of struggle, things can only get better next year. They should do. But not before we have seen some major casualties. Having propped up several ailing players in the resort and property industry in the Algarve over the past couple of years, I have a strong feeling that the banks are soon going to be saying ‘enough is enough’ and calling in their loans. Some key companies will almost certainly be going to the wall over the next few months, as the banks will have no option but to go for re-possession.”

Warning

It’s a salutary warning. Anybody driving around the Algarve in recent times cannot help but have noticed some very large projects in mothballs – hotel, property and resort developments where work had started prior to the credit crunch but where a new brick hasn’t been laid in many months. In some cases, the developers have merely held back, wisely deciding that it is pointless to add to the hotel or property stock when the Algarve is having enough problems filling the bed spaces it already has. In other cases however, the developers have quite simply run out of money.

“In some ways it’s probably good news for us,” says Andrew, allowing himself a wry smile. “The banks will need advisers and asset managers to help them turn tracts of land or half-finished projects into completed and fully-operational developments. And if we emerge with a leaner but fitter tourism industry, that can only be for the common good. The Algarve, in particular, is facing tough competition on the international stage, not just from established competitors in the sun-and-sea sector such as Spain and Cyprus but from emerging tourist destinations like Turkey and Egypt. The region needs to diversify its tourism product, improve its marketing, and ensure it offers value for money if it wants to remain a major force in the travel and property sector.”

It’s a subject close to ILM’s heart, and mindful that the industry needs hard facts, not just considered opinion, on which to make its judgements, the group has recently undertaken an extensive survey involving every four- and five-star hotel in the Algarve. The survey will look at occupancy rates in the past year, REVPAR (rate per available room) and other key performance indicators with a view to assessing how well, or otherwise, the industry has done in 2010, and highlight trends for 2011. The results are due to be published within the next few weeks and will be included in the next issue of Business News Algarve.

Fall

In the meantime, ILM has recently announced the results of another market survey, published in conjunction with the Algarve Tourism Association, into the region’s meetings industry market. And it doesn’t make for particularly encouraging reading. Compared to the figures for last year, the survey – based on interviews with leading Algarve hoteliers, destination management companies and other industry professionals – shows a worrying 30 per cent fall in room nights generated by the meetings sector.

Whilst still a popular destination for short events, particularly for groups between 10 and 60 participants, the region faces a challenge in attracting major conferences (not helped by the absence of a large international-standard convention centre), the spread of hotel rooms across a relatively wide geographic area, and the lack of direct flights from some key European cities. Other challenges include an over-reliance on the UK as a source market for events, and a lack of breadth across market sectors – around half of the events held in the Algarve for instance are currently generated by the pharmaceutical industry.

There’s that word again. Diversify. Has the Algarve, not just in the meetings sector but in the wider areas of travel and residential tourism, relied for too long on ‘safe’ source markets – if the concept exists any more of course? Or placed too much of its emphasis on its obvious assets, such as sun, sea and golf, at the expense of looking to broaden its appeal, and extend its tourism season beyond the obvious (and usually lucrative) May-September period?

ILM believes it has, and has identified several niche tourism markets which it feels the Algarve needs to embrace, perhaps better than it does at the moment. They include history, heritage, culture, nature, gastronomy and special interest tourism.

“The products are there,” says Andrew, “perhaps not as extensively as in some other regions of Portugal, but there nonetheless. The Algarve has historic buildings and museums, fabulous countryside and barely-explored areas of coastline, an up-and-coming food and wine scene, and perfect conditions for all sorts of special interest travel, from painting and photography to adrenalin adventure and sports training. They just need to be packaged and promoted with a little more imagination than we are currently seeing.

“The opportunity is also there to create more events that will bring in visitors, or add value to the lifestyle of those who choose to make the Algarve their home, permanently or otherwise. For obvious reasons, there hasn’t been much in the way of infrastructure development in the Algarve over the last two-to-three years, with the exception of the new motor racing track. But as the global economy begins to improve, as it soon must, and consumer confidence returns, the Algarve has to be in pole position as far as tourism development is concerned – if it isn’t going to get left behind on the starting grid.”

Adega is the traditional Portuguese restaurant at Vila Vita Parc resort in Porches. To read the Inspirations Algarve restaurant review go to Adega

The Algarve – a SWOT analysis

Andrew Coutts takes an honest look at the Strengths, Weaknesses, Opportunities and Threats vis-à-vis the Algarve’s tourism industry:

STRENGTHS

Solid popular attractions of sun, sea and golf
Strategic location close to key European markets
Wide-ranging infrastructure of hotels, residential property and golf courses

WEAKNESSES

Some tired-looking hotels
Lack of purpose-built tourist attractions (eg theme parks)
Shortage of airline capacity, especially in winter

OPPORTUNITIES

Increase number and variety of flights
Niche tourism
Expand Portuguese and Spanish incoming markets

THREATS

Losing market share within Portugal to newly-trendy Lisbon
Further downturns in UK and Irish economies
Traditional markets favouring more-competitive destinations (eg Turkey and Egypt)

IN FOCUS: ILM GROUP

Andrew Coutts founded Lisbon-based ILM in 1999, and has been living in Portugal for almost twenty years. Following a career in restaurant and hotel management with such prestigious names as Mosimann’s and Brown’s in London and Gravetye Manor in Sussex, he moved into hotel consultancy, first with Horwath, helping establish the Aroeira golf resort near Setubal, and then alongside Deloitte’s working on the master plan for Quinta da Marinha near Cascais.

ILM offers a range of consultancy services to the hotel, leisure and resort development industry, covering finance, planning, construction, marketing and all aspects of management. Working on everything from focused reports to complete turnkey projects such as the Hilton Vilamoura, its list of clients includes Vale do Lobo, IMOCOM, Herdade da Comporta, Ritz-Carlton, Grupo Vigia, Four Seasons and the municipality of Vila Real de Santo Antonio.

“I believe one of our strengths, especially when it comes to new hotel operations, is matching the product and the brand,” says Andrew. “We also do much more than produce feasibility studies and business plans. We project-manage, we advise, and even where necessary we’ll even mediate. It’s one thing to put clients and suppliers together: we also make sure that the relationship continues to be a smooth one. ILM offers a wealth of practical knowledge and experience beyond the theory, whether it’s helping a developer take a green-field site and transform it into a fully-operational resort, or coming in to a project at any stage and helping it progress.”

And in an ideal world? “Bring us in before you’ve bought the green field!” says Andrew.

Business News Algarve





Turismo, sustentabilidade, cultura e património

26 10 2010

Nelson Carvalheiro

A noção de sustentabilidade da cultura e património enquanto negócio não é nova em Portugal, havendo claramente casos de sucesso como por exemplo a Fundação Serralves ou a Parques Sintra Monte da Lua. No entanto estas são ainda excepções uma vez que a maioria das atracções culturais apenas mantém portas abertas por via de financiamento/subsídio, seja ele local ou central.

Torna-se pertinente constatar alguns factos: 1)A Cultura representa apenas 1,7% do valor do OE que é distribuído por cada entidade dependente do Ministério da Cultura; 2)No caso do IMCInstituto de Museus e Conservação, apenas 38% do total de proveitos são gerados por actividade própria, traduzindo-se em dependência completa por financiamento/subsídio do Estado; 3)O valor correspondente às 34 dependências da Rede Nacional de Museus sob a responsabilidade do IMC, no ano de 2009, não foi suficiente para cobrir as despesas com as remunerações com o pessoal, sendo ainda necessário executar 28% das receitas próprias geradas pelas 34 dependências; 4)A rede nacional de museus registou 2.382.182 entradas em 2009 (um aumento de 12% em relação a 2008) sendo que 62% são gratuitas e 30% das pagas são feitas com 50% de desconto; 5)A soma de visitantes dos equipamentos CCB, Fundação Serralves, Parques de Sintra totaliza cerca de 2.200.000 visitantes por ano.

Tomemos como perspectiva o exemplo do Reino Unido e a sua estratégia concertada para tornar o património e a cultura como um veículo de desenvolvimento. O turismo de base cultural e patrimonial representa uma parte importante na actividade económica do Reino Unido (5ª maior em contribuição para o PIB). Instituições como o VisitBritain, Heritage UK, TheNationalTrust e Heritage Lottery Fundation são precursores de uma política e estratégia sustentável de dinamização do património e cultura para o turista do sec. XXI, onde a interacção pessoal, o storytelling, as experiências e a tecnologia dão resposta às necessidades, curiosidades e expectativas deste visitante.

A capacidade de planear e organizar uma estratégia, envolvendo todos os stakeholders de uma atracção de visitantes (Visitor Attraction), é a chave do sucesso, obrigando a operação destes equipamentos, como em qualquer outro negócio, a uma orientação para a competitividade, garantindo a necessária viabilidade económica da atracção cultural e patrimonial.
Portugal, país com um património e cultura física e imaterial formada durante 900 anos, apresenta um potencial ímpar para o desenvolvimento da actividade turística em torno destes recursos e é de notar e dar valor ao esforço que as instituições centrais e regionais estão a realizar com o intuito de transformar atracções culturais e de património em espaços vivos. O futuro do turismo de base cultural tem de passar pelo fortalecimento desta filosofia e estratégia de dinamização e optimização do potencial de adaptação do património e cultura em “Visitor Attractions” de sucesso. E esta realização não pode depender apenas da disponibilidade financeira do Estado e Autarquias, sendo peremptório a criação de mecanismos que permitam o envolvimento das mais variadas entidades e “stakeholders” neste desenvolvimento. Parcerias, sociedades gestoras e fundações são exemplos de entidades que poderão ser dotadas das capacidades estratégicas, planeamento e gestão do negócio de modo a transformar a atracção cultural numa “Visitor Attraction” de grande interesse turístico, promovendo a autenticidade, a originalidade e a história cultural e patrimonial de Portugal. Não obstante a atracção cultural poder ser o principal motivo de visita, há nesta lógica a oportunidade de promover a gastronomia, artesanato e hotelaria local, e a participação em actividades e experiências na região.

A integração de diferentes experiências potencia o número de visitantes, contribuindo para o aumento das receitas e autonomia do equipamento e das diferentes actividades de suporte (restauração, alojamento, artesanato, “Tours”, actividades entre outros). Com este aumento da receita, novos investimentos poderão ser efectuados tornando-o mais dinâmico e atractivo, garantindo a sua manutenção, competitividade e visibilidade no mercado.

Em forma de conclusão, saliento a importância do planeamento, da estratégia e da visão em função da experiência do visitante. A incorporação de Equipas gestoras profissionais é essencial para que a estratégia e o planeamento sejam exequíveis, gerindo uma atracção cultural como um negócio que não tem apenas que sobreviver, mas sim afirmar-se no mercado, através da criação de mais-valias para o negócio e comunidade.