Hotelaria 4 e 5 estrelas Algarve confiante face a 2011

2 01 2011

Leading Sustainable Tourism2

De acordo com a análise desenvolvida pela ILM Advisory, os hotéis de 4 e 5 estrelas do Algarve verificaram até ao final da época alta um aumento nas Taxas de Ocupação e RevPar.

Os dados recolhidos pela ILM junto de 26 hotéis 4 e 5 Estrelas, localizados na região do Algarve, permitiram não só traçar a sua performance, ao longo de 2010 e com especial incidência nos meses de Verão (Julho a Setembro) como também comparar a performance do ano de 2009 com a de 2010, e compreender quais as expectativas dos directores hoteleiros quanto à sua performance anual para 2010 e 2011.

Incidindo sobre indicadores de performance como o preço médio por quarto vendido, a taxa de ocupação e o revpar (lucro por quarto disponível), apresentam-se de seguida as principais conclusões para a oferta hoteleira nas categorias 4 e 5 estrelas.

CONCLUSÕES OFERTA HOTELEIRA DE 5 ESTRELAS
_Verifica-se que no período de Jan-Set 2010 a taxa de ocupação foi 2,39p.p. superior à de 2009 (44,99% vs 42,59%), no entanto os valores de 2010 não contemplam todavia o 4º trimestre do ano.
_No comparativo de 2009 vs Jan-Set 2010 assistiu-se a uma quebra no PMQV igual a 6,31€ (157,28€ vs 150,98€), motivada pela entrada de novos estabelecimentos hoteleiros no mercado e a descida de preços registada em cinco das onze unidades inquiridas.
_O Revpar registou um incremento no comparativo de 2009 vs Jan-Set 2010 igual a 3,22€, passando de 55,14€ para 58,36€, devendo-se salientar que no ano de 2010 falta considerar o último trimestre do ano.
_No que concerne às nacionalidades, os mercados mais relevantes são: Português (22,9% – 31,9%), Inglês (28,5% – 37,2%) e Alemão (9,2% e 17,1%). Alemães tendem a hospedar-se em unidades de topo, ou seja, naquelas que apresentam o maior PMQV com valores a partir dos 200€/noite. O mercado Nacional foi o principal responsável por atenuar as quebras na procura dos hotéis 5 estrelas. Este mercado representa aproximadamente um terço da procura dos hotéis inquiridos, evidenciando a sua predominância no destino.
_No que se refere aos canais de distribuição no comparativo 2009 vs Jan-Set 2010, verificou-se uma diminuição da dependência da Tour Operação. A crescente tendência do Last Minute poderá justificar o aumento em 5p.p. da procura directa (FIT/Walk-In), denotando-se ainda um crescimento da procura via Grupos MI/ Corporate. As Plataformas Online observaram igualmente um incremento no comparativo 2009 Vs. Jan-Set 2010.
_Em termos de Mix de Receitas, verifica-se que o alojamento é o maior responsável pela facturação total dos hotéis de 5 estrelas, seguido pelo departamento de Comidas e Bebidas. De referir ainda a quebra significativa do departamento golfe para o mix de receitas no período do verão 2010, facto que se justifica pelo aumento da procura de clientes motivados pelo produto sol & mar.
_No que concerne aos custos operacionais verifica-se que os custos com pessoal registou uma quebra de 3 p.p. no comparativo 2009 Vs Jan-Set 2010 absorvendo esta rubrica 41% das receitas geradas.
_O total de custos de Marketing foi equivalente a 6% das receitas geradas, tendo-se investido 1.280 €/mês por quarto ocupado.
_Tendo os custos de energia registado uma representatividade de 5% das receitas geradas, tendo-se consumido 25 € em energia por quarto ocupado.
_Quanto aos custos com Manutenção, estes apresentaram um custo médio de 28,5€ por quarto ocupado no período de Jan-Set 2010, devido às acções necessárias para manter o nível de produto e serviço 5 estrelas.
_No que concerne aos lucros operacionais (GOP), observou-se que para metade dos inquiridos o lucro operacional gerado em 2009 representou entre 21% e 30% das receitas. Comparando a performance de 2009 com Jan-Set de 2010 verifica-se que para 40% dos inquiridos a representatividade do lucro operacional aumentou e outros 40% diminuiu, devendo-se ressalvar a sensibilidade desta situação, uma vez que os valores de 2010 ainda não contabilizam o 4º trimestre, o qual regista normalmente prejuízos.
_Em termos de previsão de fecho de 2010 em rubricas como ocupação e preço médio, os hoteleiros de produtos 5 estrelas consideram que 2010 observará uma ocupação e preço médio de 53% e 170 € respectivamente.
_Relativamente às previsões para 2011, nas rubricas em questão prevê-se a manutenção dos índices de preço médio, porém com um ligeira quebra nas taxas de ocupação.
_Finalmente e relativamente às ameaças para o negócio, os hoteleiros consideram factores como o posicionamento de preço, as acessibilidades e o frágil contexto económico Europeu e Nacional como principais condicionantes à performance de 2011.

CONCLUSÕES OFERTA HOTELEIRA DE 4 ESTRELAS
_No acumulado do presente ano (2010) os hotéis inquiridos apresentam uma taxa de ocupação ligeiramente superior à do ano transacto (58,08% vs 55,93%), porém os dados de 2010 não contemplam todavia a performance do último trimestre do ano.
_O PMQV no comparativo Jan-Set de 2010 vs ano 2009, observou um incremento de 5,14€ cifrando-se nos 66,97€, no entanto os valores de 2010 não contemplam todavia o último trimestre do ano.
_No RevPar denota-se que no acumulado de Jan-Set 2010 os hotéis inquiridos obtiveram uma performance média superior à de 2009 (+6,06€), De sublinhar que o crescimento significativo do Revpar no Verão de 2010, face ao acumulado de Jan-Set de 2010 (32,14€), ficou-se principalmente a dever a uma variação mais acentuada da taxa de ocupação.
_Relativamente às nacionalidades verifica-se que os três mercados mais relevantes são: Português (29,9% – 38,5%), Inglês (15,6% – 24,6%) e Alemão (13,4% – 22,2%). Denota-se que Portugueses e Ingleses concentram-se nas regiões do Centro e Sotavento Algarvio, enquanto que os Alemães dispersam-se mais por todo o território Algarvio. Os mercados emissores tradicionais observaram quebras na procura – Ingleses menos 3,3.p.p., Alemães e Irlandeses menos 1,3p.p. cada, no comparativo de 2009 vs 2010 – enquanto que mercados como Espanha e Benelux observaram crescimentos (4 p.p. e 1 p.p., respectivamente), justificado, em parte, pela proximidade geográfica (Espanha) bem como pelo esforço promocional de diversificação de mercados realizado pela ATA (Benelux).
_A Tour Operação assume um peso significativo na operação dos hotéis 4 estrelas, sendo responsável por cerca de 37% da procura, verificando-se no entanto perda de representatividade deste canal, a par dos Grupos MI/ Corporate. Nas unidades em que os Tour Operadores são responsáveis por gerar mais de 50% das reservas, as Plataformas Online constituem o segundo canal de distribuição mais relevante com um peso de 11 a 20%, evidenciando a baixa performance de vendas directas, repercutindo-se nos resultados.
_Em termos de Mix de receitas verifica-se que o alojamento é o principal motor de facturação, seguido pelo departamento de comidas e bebidas, representando um intervalo de contribuição de 58% a 68% e 25% a 34% respectivamente; O departamento de alojamentos apresenta maior representatividade nas unidades pertencentes a cadeias hoteleiras face a hotéis independentes.
_No que concerne aos custos operacionais verifica-se que os custos com pessoal registaram uma quebra acentuada (4,7p.p.) no comparativo 2009 Vs Jan-Set 2010 diminuindo de 31,6% para 26,9%, das receitas geradas. Em média, por ano, os gastos com pessoal correspondem a 5.200€ por quarto.
_Os custos de Marketing registaram em média uma representatividade de 6% das receitas geradas, tendo-se investido 1.280 €/mês por quarto ocupado.
_Os custos de energia observaram uma diminuição de 0.6 p.p. no comparativo 2009, face ao período de Jan-Set 2010 tendo-se consumido diariamente 6.6 € em energia por quarto ocupado;
_No que concerne aos lucros operacionais verifica-se que 2009 assumiu um peso, para 40% dos inquiridos, de 31% a 40% do valor de receitas. No entanto o período Jan-Set 2010 o lucro operacional (GOP) foi em média 10p.p superior ao período de 2009, todavia referidos valores não contabilizam ainda os resultados do 4º Trimestre que observa habitualmente prejuízos operacionais.
_Em termos de previsão de fecho de 2010 em rubricas como ocupação e preço médio, os hoteleiros de produtos 4 estrelas consideram que 2010 observará uma ocupação e preço médio de 55% e 64 € respectivamente.
_Relativamente às previsões para 2011, estima-se uma estabilização em ambas as rubricas mencionadas.
_Finalmente e relativamente às ameaças para o negócio, os hoteleiros consideram factores como a redução de preços face ao aumento da concorrência, as acessibilidades e o frágil contexto económico Europeu e Nacional como principais condicionantes à performance de 2011.

A Research Note Algarve 2010 foi desenvolvida no âmbito das iniciativas de Market Intelligence da ILM Advisory, tendo como objectivo traçar a performance dos hotéis 4 e 5 estrelas, localizados na região do Algarve, ao longo do presente ano e com especial incidência nos meses de Verão (Julho a Setembro). Pretende-se ainda traçar e comparar a performance do ano de 2009 com a de 2010, e compreender quais as expectativas dos directores hoteleiros quanto à sua performance anual para 2010 e 2011.

Para a sua realização, elaborou-se um inquérito online a 26 hóteis da região, solicitando-se posteriormente a participação dos hoteleiros da região. A informação foi recolhida entre o dia 15 de Outubro e 15 de Novembro.

A iniciativa teve o propósito de contribuir para o enriquecimento do conhecimento de mercado, disponibilizando informação actualizada aos hoteleiros da região de modo a auxiliar as estratégias comerciais de abordagem de mercado e processos de tomada de decisão.

A Research Note Algarve 2010 foi dividida em duas grandes categorias, nomeadamente hotéis de 4 e 5 estrelas, elaborando-se uma análise independente para cada uma das tipologias mencionadas.
Relativamente às áreas de análise optou-se por incidir em indicadores exemplificativos dos níveis de performance das operações, estabelecendo deste modo um padrão demonstrativo da performance de mercado para as tipologias referidas. De salientar ainda que balizou-se posteriormente a amostra em dois grupos opostos – hotéis com performance acima e abaixo da média de mercado. Cada grupo é composto por três unidades hoteleiras, sendo os dados apresentados referentes à média observada no respectivo grupo. De sublinhar que a referida divisão foi efectuada com base no Revpar alcançado no ano de 2009.

Download – Algarve Hotel Market Performance – ILM Advisory Research Note 5 estrelas
Download – Algarve Hotel Market Performance – ILM Advisory Research Note 4 estrelas





CONSUMO DE HOTELARIA DE LUXO EM CRESCIMENTO

20 01 2010

De acordo com os resultados do estudo “Vila Joya Luxury Hotel Survey” * sobre o consumo de hotelaria de luxo, os consumidores, nacionais e internacionais, tencionam em 2010 aumentar o seu consumo hotelaria de luxo, viagens e gastronomia gourmet.

O “Luxury Hotel Survey” desenvolvido em Dezembro 2009, pelo Hotel Vila Joya em parceria com a ILM e a Yellow Kite, conclui que em 2010 e, comparativamente com 2009, 86% dos inquiridos estão dispostos a gastar o mesmo ou mais na compra de produtos de luxo, nomeadamente em hotéis e viagens.

66% dos inquiridos afirmam ter, em 2009, gasto mais em produtos de luxo do que nos anos anteriores, facto que atesta a dinâmica deste segmento de mercado e o seu potencial de crescimento em 2010.

Segundo o estudo, o orçamento disponível para a compra de bens/serviços de luxo, como viagens, hotéis, restauração gourmet, roupas e carros, ronda os 15% do rendimento anual.

Entre as marcas identificadas no estudo como marcas de luxo estão a Mercedes, para o sector automóvel, a Armani no vestuário, Moët & Chandon no sector das comidas e bebidas e, Ritz na hotelaria.

Um dos objectivos chave do estudo consistiu em identificar os factores que maior influência têm sobre o consumo de luxo e pelos quais o consumidor está disposto a pagar mais. O topo é ocupado pelo Serviço seguido pela Qualidade.

O estudo revela ainda que, a escolha de um hotel de luxo está muito dependente das condições que este proporciona para o Relax e para usufruir de excepcionais experiências gastronómicas. Uma prova disso é o facto de 51% dos inquiridos ter afirmado ter consumido uma refeição gourmet nos últimos meses, 25% ter assumido que o faz todos os meses e 42% a cada três meses.

Os artigos de luxo para o lar foram apontados como sendo aqueles onde as intenções de consumo tende a diminuir em 2010, contrapondo com a intenção de aumento no consumo de viagens.

Os resultados completos do estudo, que também indica os factores que determina a escolha dos consumidores de luxo, poderão ser acedidos através da ILM.Vila Joya Luxury Hotel Survey





Hotelaria do 5* do Algarve Resiste à Crise

18 11 2009

Gonçalo Garcia

Quebra de preços inferior a 8 Euros nos meses de Verão

De acordo com uma análise desenvolvida pela ILM Advisory, os hotéis de 5 estrelas do Algarve estão a superar à crise económica internacional, tendo registado uma quebra média de apenas 7,38 euros no preço médio por quarto vendido (PMQV) no último Verão entre Junho e Agosto, face a período homólogo de 2008.

Os dados recolhidos pela ILM Advisory junto de 10 dos 17 hotéis de 5 Estrelas do Algarve tiveram especial enfoque nos meses de Verão – Junho, Julho e Agosto – incidindo sobre indicadores de performance como o preço médio por quarto vendido, a taxa de ocupação e o revpar (lucro por quarto disponível).

De acordo com a análise referida o nível médio da taxa de ocupação entre Janeiro e Agosto de 2009 foi de 45,52 %, inferior em 13,32% face a 2008, sendo que nos meses do verão esta diferença se situou nos 5,24%. Por sua vez o REVPAR médio foi inferior em 15% quando comparado com o período homologo de 2008. Apesar da variação observada os hotéis geridos ou franchisados por marcas internacionais a operar em Portugal registaram no mesmo período um REVPAR superior aos hotéis nacionais em 67 %, equivalente a uma diferença média de 78,39 euros por quarto.

Todos os hoteleiros entrevistados mencionaram que o mercado interno foi aquele que contribuiu de forma decisiva para a perfor­mance dos meses de Verão, compensando a substancial queda da procura oriunda dos mercados internacionais tradi­cionais. O mercado inglês, apesar de manter uma forte importância para o turismo algarvio, foi o principal responsável pelas quebras registadas.

Entre os directores de hotéis do Algarve entrevistados foi possível definir como estimativa para a facturação de 2009 uma descida entre 10 e 15% face ao acumulado de 2008. Em termos de ocupação, os entrevistados prevêem que o resultado acumulado de 2009 seja semelhante ao de 2008.

A previsão generalizada dos hoteleiros entrevistados é de que o período entre Setembro e Dezembro de 2009 será extremamente complicado, na medida em que confirmações de grupos de conferências e incentivos encontra-se substancialmente abaixo do observado no ano transacto, sendo este segmento um dos principais contri­buintes para as ocupações de 5 estrelas no Algarve no período em foco. Verifica-se na generalidade dos casos a existência de um sentimento de confiança face a 2010, com previsões de melhoria quer nas taxas de ocupação, quer ao nível do preço médio por quarto vendido praticado.

(Download) Algarve 5* Hotel Research Note





Meetings Industry nacional está mais competitiva

18 11 2009

Embora ainda a dar os primeiros passos enquanto segmento estruturado, é justo afirmar-se que a Meetings Industry nacional – vulgo MI – parece estar no bom caminho. De uma forma geral, todas as regiões portuguesas e respectivos Convention Bureau e ARPT’s, as entidades públicas e privadas e os diversos players deste segmento, encaram a MI como um motor de desenvolvimento das economias regionais, e ao mesmo tempo um alvo de negócio rentável.

Tudo isto é assumido porque a MI é efectivamente um “fruto apetecido”, um produto altamente estratégico, seja para combater a sazonalidade de alguns destinos nacionais, seja para aumentar a notoriedade destes.

O nosso País tem, aliás, dado provas que não está nada mal neste segmento, e apresenta-se como mais competitivo em relação aos concorrentes. No ranking mundial da ICCA (International Congress & Congress and Convention Association) relativo a 2008, por exemplo, Portugal mantém o 15º lugar (o mesmo que em 2007), com um total de 145 eventos internacionais organizados. Os 145 eventos que tiveram lugar no nosso País no ano passado distribuíram‐se da seguinte forma pelo território nacional: 83 em Lisboa, 38 no Porto, 9 no Estoril, 8 no Funchal e 7 em Coimbra. A cidade de Lisboa (sendo a que representa a maioria da procura existente e a que tem maior visibilidade internacional), desceu quatro posições, ocupando actualmente o 10ª lugar ao ter organizado 83 eventos, segundo a ICCA. Note-se que o Porto neste mesmo ranking subiu da 56ª para a 39ª posição.

No relatório “Algarve Meeting Industry Market Survey”, a consultora ILM começa por fazer uma contextualização da MI em Portugal e cita um outro estudo que concluiu que o crescimento deste sector a nível nacional tem igualmente vindo a registar taxas de crescimento superiores às verificadas a nível mundial (8,4% contra 3,3%). Em 2006, a Organização Mundial do Turismo previu que num período de 10 anos, ou seja que em 2016, o volume de negócios gerado pelo segmento MI em Portugal poderia atingir um valor igual a 3.7 mil milhões de euros. Um estudo levado a cabo pela EIBTM e a The Right Solution Limited (”The Mood of the Market European Meetings Industry”), colocou Portugal na nona posição dos destinos mais utilizados para a organização de eventos durante o ano de 2008. A nível internacional, Portugal é também visto como um destino para viagens de incentivo, e não tanto como um destino para viagens corporate. Em abono da verdade, a Meetings Industry de Portugal está cada vez mais competitiva e é cada vez mais “o fruto apetecido”, não só ao nível nacional mas também internacional.

(Download) Algarve Meeting Industry Survey





Turismo Nacional em quebra contínua

17 11 2009


De acordo com a análise desenvolvida mensalmente pela ILM Advisory, especialista em assessoria a entidades públicas e privadas ligadas ao mercado turístico, o turismo nacional atravessa um ciclo de quebra contínua desde o início do ano.

A análise de desempenho turístico elaborada pela ILM no início do mês de Junho para o I-ON-TOURISM, conclui que “em todas as rubricas analisadas no último trimestre, apenas a venda dos Pastéis de Belém regista uma subida significativa na procura. O aumento registado nas vendas deste produto atingiu as 3.255 unidades em Março de 2009, face a igual período do ano anterior”. No seu conjunto foram analisados o tráfego aéreo nos principais aeroportos, movimento de cruzeiros nos portos de Lisboa e da Madeira, índices hoteleiros, número de voltas nos campos de golfe situados na região de Lisboa e número de visitantes em museus e palácios, registando-se na maioria das variáveis um claro decréscimo de actividade.

A análise do tráfego aéreo nos quatro principais aeroportos nacionais (Porto, Lisboa, Faro e Funchal) conclui que no mês de Março de 2009 se registou uma descida de 369.730 passageiros. Neste domínio salienta-se o aumento da dependência dos principais aeroportos nacionais face a turistas oriundos da União Europeia, com percentagens entre 75% e 95%.

Em relação ao movimento dos cruzeiros o estudo citado revela um decréscimo no número de embarcações em Março último, face a período homólogo do ano anterior. Na hotelaria a descida verificada em idêntico período, no número total de dormidas registadas a nível nacional, atinge os 22,3 %. Os hotéis de cinco estrelas registaram a maior quebra (-24,7%) e o pior desempenho (38,8%). Curiosamente o golfe registou em Março de 2009 um aumento de 11,8% nas receitas por volta, apesar da diminuição de voltas em 15.704. A visita de museus e palácios registou também um aumento de 8% no total de visitantes em Março de 2009, face a Março de 2008, sendo o Palácio de Sintra o mais visitado em ambos os meses.

De acordo com Andrew Coutts, CEO da ILM Advisory, “esta situação de quebra contínua no desempenho turístico nacional, espelha a preferência dos turistas por destinos mais perto dos seus locais de origem. Com a recuperação da economia, espera-se que esta dependência venha a alterar-se, assistindo-se a um incremento no número das viagens de longo curso”.

Para realizar o estudo descrito a ILM recorreu a dados fornecidos pela ANA Aeroportos e Aeroportos da Madeira, Associação de Turismo de Lisboa, Instituto dos Museus e da Conservação, Turismo de Portugal, IGESPAR, Administração do Porto de Lisboa, Administração dos Portos da Região Autónoma da Madeira, Fortaleza de Sagres – Ministério da Cultura, Pastéis de Belém, Castelo de São Jorge – EGEAC, Convento de Cristo e Parques de Sintra, entidades a quem agradece a informação disponibilizada.





Março.Menos turistas.Mais pastel

17 11 2009

No mês de Março do corrente ano, a situação turística nacional do país apresentou valores negativos em comparação com igual período de 2008.

No mês em análise assistiu-se a uma quebra generalizada no número de turistas entrados em território nacional, quer via aérea, quer via marítima, tendo-se igualmente verificado uma diminuição de dormidas na hotelaria, assim como no número de visitantes nas distintas atracções turísticas analisadas.

AEROPORTOS

Aos 4 principais aeroportos nacionais – Lisboa, Faro, Funchal e Porto – chegaram menos 369. 730 passageiros do que em igual período de 2009, sendo que o aeroporto de Lisboa foi aquele que, em termos absolutos, registou a maior quebra – menos 195.626 passageiros. Verifica-se igualmente que os turistas continuam a optar por locais de destino mais perto dos seus locais de origem, algo evidenciado pela forte dependência dos aeroportos observados face a turistas europeus. O aeroporto de Lisboa foi o que apresentou o menor grau de dependência, sendo que esta foi igual a 75%. Espera-se que com a retoma económica esta situação se inverta, e que deste modo se assista a um aumento no número de viagens de longo curso a médio longo prazo.

A representatividade das companhias low cost é um factor igualmente interessante de se analisar no que concerne à entrada de turistas em território nacional. No período em causa estas companhias assumiram um peso superior do que em igual período de 2008, nos aeroportos analisados, porém o número de voos efectuados pelas mesmas diminuiu – cerca de menos 250 voos.

CRUZEIROS

Os turistas que viajam em cruzeiros são também um importante indicador turístico, sendo que aqueles que embarcam e/ou desembarcam nos portos nacionais assumem uma maior importância para a economia nacional. No mês em observação assistiu-se a uma diminuição no número total de passageiros que passaram nos portos de Lisboa e do Funchal, menos 11.951 passageiros, sendo que 84% destas quebras tiveram lugar no porto do Funchal.

HOTELARIA
A hotelaria a nível nacional registou também performances negativas em todas as rubricas analisadas – proveitos, taxa de ocupação/quarto e número de dormidas. Ao nível das dormidas, os residentes foram os responsáveis pela maior quebra registada (22.9%), no entanto esta descida não foi muito diferente da verificada pelos estrangeiros (22%). A redução na taxa de ocupação nacional cifrou-se nos 11%, sendo que na cidade de Lisboa esta foi igual a 20.7%, o que se traduziu numa forte quebra na ocupação da capital. As regiões do Algarve e do Centro, a par com a de Lisboa, foram as mais afectadas durante o mês em análise.
LAZER
No que diz respeito a todas as rubricas incluídas no ponto referente ao lazer – golfe, museus e palácios, Castelo de São Jorge, Fortaleza de Sagres, Convento de Cristo, Mosteiro dos Jerónimos, Torre de Belém e Pastéis de Belém – constatamos que somente esta última não registou quebras no comparativo dos dois meses em causa. Ao nível das atracções turísticas as diminuições são justificadas pelo facto de no ano de 2008 a Páscoa ter tido lugar no mês de Março, enquanto que em 2009 esta festividade ocorreu no mês de Abril.

Destaque ainda para a modalidade do golfe e a Fortaleza de Sagres, que apesar de terem registado um menor número de jogadores e visitantes, respectivamente, assinalaram aumentos ao nível das receitas geradas por pessoa em cada uma das suas lojas dedicadas à venda de green-fees (golfe), informação sobre o monumento (Fortaleza de Sagres) e merchandise no geral.

A informação anteriormente exposta permite assim concluir que o mês de Março não foi de todo um mês positivo para o sector turístico nacional, no entanto espera-se que tal situação se venha a ajustar com o avançar do tempo e com o surgimento dos primeiros indícios da recuperação económica mundial.