ILM avança com o desenvolvimento da 2ª edição do Algarve Hotel Research Note

24 09 2010

Leading Sustainable Tourism2

No seguimento do sucesso da edição de 2009 da “Algarve Research Note – Hotéis 5 estrelas”, a ILM Advisory, pelo 2º ano consecutivo, toma a iniciativa de analisar de forma independente os “key performance indicators (KPI’s)” do sector hoteleiro 4* e 5* do Algarve, daquele que foi considerado por muitos um dos verões mais ameaçadores à actividade turística.

A edição “Algarve Hotel Performance 2010 – ILM Advisory Research Note” deverá não só traçar a performance dos hotéis 4 e 5 estrelas, bem como estabelecer um comparativo com igual período de 2009, e compreender quais as expectativas dos directores hoteleiros para o último quadrimestre do ano e de 2010 em geral.

Como “pontapé de saída” à iniciativa, a ILM reuniu Directores Gerais dos Hóteis e outras figuras do sector turístico e hoteleiro Algarvio, na passada terça-feira, num evento que teve lugar na Quinta do Barranco Longo, Algoz.

Além do já habitual networking, este encontro fomentou o debate sobre a importância que o tipo de informação que a ILM propõe desenvolver tem para o sector.

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O destino MADEIRA e a necessidade da adopção de políticas de reposicionamento turístico

3 08 2010

Maria João Silva

Desde o final do mês de Junho que o destino turístico da Madeira tem sido referenciado nas notícias devido à venda iminente da unidade hoteleira Choupana Hills, a uma cadeia hoteleira nacional.

Os principais motivos apontados para tal prendem-se com a inadequada promoção do destino para produtos de nicho, o facto do imóvel em questão não pertencer a uma cadeia de gestão não beneficiando como tal de uma rede de distribuição e marketing, e à dificuldade do destino em ultrapassar a imagem de devastação deixada pelas chuvas torrenciais que se fizeram sentir na região no mês de Fevereiro do corrente ano.

De acordo com um levantamento de mercado efectuado pela ILM no início do mês de Julho, junto de vários especialistas do sector turístico e imobiliário da Madeira, o destino em questão debate-se actualmente com alguns problemas derivados da actual instabilidade económica, os quais tem contribuído para comprometer a visibilidade e competitividade do destino em causa, e que poderá afectar a actividade futura do sector do turismo, caso não se adoptem medidas de acção.

O destino Madeira encontra-se na fase de Maturidade do designado ciclo de vida do produto, sendo essencial adoptarem-se novas estratégias de reposicionamento do destino, para que a Madeira não entre na fase subsequente de Declínio. Este reposicionamento do destino deverá passar, entre outros aspectos, pela captação de novos segmentos de mercado (famílias, casais jovens, meeting industry,…) e de diferentes nacionalidades, de forma a atenuar a forte dependência de um limitado número de mercados – Inglês, Alemão e Português.

Um outro handicap do destino em causa prende-se com a sua forte dependência da Tour Operação, o que associado à localização insular do destino, limita desde logo as ofertas turísticas disponibilizadas pelos tour operadores. É certo que a entrada da companhia aérea low cost Easyjet veio atenuar a forte dependência do destino em Operadores Turísticos, e permitir uma maior visibilidade do mesmo, assim como flexibilidade para o cliente Free Independent Traveler, no entanto a realidade é que o sector turístico da região está ainda muito dependente da actividade e das ofertas efectuadas pelos Operadores Turísticos.

A instabilidade económica e a consequente quebra na procura turística registada na passagem de 2008 para 2009, menos 690 mil dormidas, conduziram os estabelecimentos hoteleiros locais a competirem de uma forma mais agressiva entre si, nomeadamente os estabelecimentos de 5 estrelas, à procura de garantir uma quota de mercado que justificasse a operação dos seus imóveis e a geração de um volume de negócios que lhes permitisse cumprir as responsabilidades assumidas por um investimento substancial, competição essa que passou principalmente por uma redução nos preços praticados. Esta conjuntura conduziu a uma canibalização do mercado, sendo que actualmente os hotéis 5 estrelas praticam preços de 4 estrelas, os quais começam igualmente a praticar preços de 3 estrelas, o que tem necessariamente implicações na imagem e percepção do destino, situação esta que atingiu não só os hotéis independentes, bem como os inseridos em cadeias hoteleiras.

No que toca à promoção do destino Madeira a consulta de mercado desenvolvida pela ILM permite concluir que esta foca-se maioritariamente nos segmentos e produtos tradicionais do destino (Natureza e Sol & Mar) e que é necessário diversificar a promoção para nichos de mercado específicos, os quais estão dispostos a pagar mais por uma experiência única e diferenciadora, algo que se verifica não só na unidade hoteleira actualmente à venda, bem como em tantas outras pequenas unidades de charme localizadas na ilha da Madeira.

Constata-se, desta forma, que o destino Madeira depara-se actualmente com uma valiosa oportunidade de reposicionamento e redefinição de estratégias, públicas e privadas, de combate à actual situação de diminuição do nível da procura, sendo o momento presente determinante para o sucesso futuro do destino.





Turismo Residencial – EXAME Entrevista Andrew Coutts

21 07 2010

Andrew Coutts

EXAMEQue regiões do país reúnem o maior nome de projectos e os empreendimentos de maior envergadura?

Andrew Coutts – O desenvolvimento do turismo residencial está historicamente, desde a década de 60, mais concentrado no Algarve e como tal é aqui que está concentrada a maior fatia de projectos resort e a maior fatia de investimento actual. Além do Algarve podemos considerar existirem na oferta actual de resorts mais 3 pólos, sendo estes o Oeste, que foi ancorado pelo Marriott Praia Del Rey em meados dos anos 90, o Alentejo litoral, ancorado por Troia e o Alqueva. Nestes o Oeste destaca-se pelo seu estado de desenvolvimento mais avançado, com grande parte dos projectos ou em operação ou em fase de desenvolvimento avançado. Podemos considerar o Alqueva quase como sinónimo do grande projecto Parque Alqueva que ao que sabemos está a avançar a bom ritmo com o investimento nas componentes hoteleira e golfe. Mas além deste sabemos que outros projectos estruturantes estão a avançar no Alqueva, entre os quais a Herdade do Mercador da L’And. O Alentejo Litoral foi por certo o destino de turismo residencial nacional mais penalizado de todos, pelo impasse de quase duas décadas a que se viu sujeito. A luz verde é uma realidade muito recente que a Sonae, a Amorim, a família Espírito Santo e o Grupo Queiróz Pereira agarraram com toda a força e cujos resultados estão à vista de todos, através das unidades de imobiliário já construídas, dos hóteis em operação, dos contratos de gestão já assinados entre a Herdade da Comporta e a Amãn, a candidatura à  Ryder Cup, etc.

EXAME – Face aos investimentos que estavam previstos, em que fase se encontram esses mesmos projectos?

Andrew Coutts – Não seria correcto avançar com um número relativo ao investimento que está a avançar e ao que aparentemente está suspenso ou mesmo cancelado, porque neste momento é impossível saber de todos os projectos resort anunciados quais é que estão realmente a avançar, de que forma, a que ritmo e em que fase. Sabemos que no Algarve, projectos como o Resort da Quinta da Praia ou Hilton Alvor, da HN, o Eden Resort, do Grupo Duarte, a Quinta do Freixo, da UIP, o Monte Rey, da Aliber ou o Longevity, avançaram ou estão a avançar. E que no Alentejo Litoral o mesmo acontece com projectos como o Troia Resort, a Herdade da Comporta ou o Costaterra, ainda que a ritmos diferentes e em diferentes fases de desenvolvimento. Mas não nos podemos esquecer que esta crise teve origem num housing crash global, e que estamos a falar de um sector altamente dependente de investimento, que foi fruto de uma especulação desmesurada e altamente dependente de mercados como a Inglaterra, a Irlanda e a Alemanha, onde a crise provocou sérios danos.

EXAME – Quais estão parados e porquê?

Andrew CouttsParados, suspensos ou à procura de investidores estão a grande maioria dos projectos resort planeados. Porquê? Porque estavam numa fase de desenvolvimento que lhes permite esse “wait & see”. Porque os bancos deixaram de injectar dinheiro. Porque os impactes desta crise no sector foram demasiado sérios e graves, veja-se o que aconteceu na vizinha Espanha que estava numa curva de desenvolvimento de produto muito mais avançada e que de repente se viu com projectos em construção completamente abandonados, promotores na bancarrota, etc. Em Portugal o caso mais flagrante verificou-se em Porto Santo, no Colombo’s Resort. Este projecto está completamente suspenso por falta de liquidez financeira para avançar. Facto que levou inclusive à retirada do projecto da Starwood.

EXAME – Quais é que, ainda assim, estão a evoluir?

Andrew Coutts – Por exemplo os mencionados nas respostas anteriores.

EXAME – Que regiões têm sofrido mais com a crise?

Andrew CouttsA crise é global! Mas sem dúvida que está a causar mais impactes nos destinos que se encontram num estado de desenvolvimento turístico mais avançado, onde a oferta é maior, que no caso de Portugal é sem margem para dúvidas o Algarve, nomeadamente nos extremos, ou seja no Barlavento e Sotavento. Mas é como lhe digo a situação no Oeste e no Alentejo Litoral não está muito melhor e com a agravante de, em especial no último caso ainda não se ter afirmado enquanto destino turístico.

EXAME – Quais são as suas expectativas em relação ao desenvolvimento de todos os projetos anunciados?

Andrew CouttsÉ um facto que as crises são cíclicas e que a procura vai regressar mas não podemos pensar que tudo vai continuar igual. O mercado mudou e urge questionar até que ponto o perfil do proprietário de imobiliário turístico terá mudado ou estará a mudar com esta crise, em termos de comportamento. Quais os mercados geográficos emissores que mantêm a apetência de compra de propriedade de imobiliário turístico? Qual o perfil destes potenciais compradores – o que os motiva? Qual o “budget” que têm disponível, que tipo de produtos procuram e para que usos? Etc. Do mercado e dos investidores que estão neste impasse de decisão face aos seus investimentos espero este pragmantismo e esta capacidade de re’pensar os projectos planeados. Reza a história que “the fit will survive”.

EXAME – Quais os grandes desafios que os promotores enfrentam actualmente? Como referi anteriormente conhecer a procura e ajustar as respostas às suas necessidades.

Andrew Coutts – A segmentação, o “add value” decorrente de políticas de serviço diferenciadas, o “targeting”, o “customer relationship management”, a cooperação entre “players” e entidades envolvidas na cadeia de valor assumem agora uma importância acrescida. Assim como a inovação de produto e de “pricing”, através de produtos “tailor made” e estruturas de preço flexíveis e integradas com a utilização de infra-estruturas de lazer – golfe, centros de wellness, equipamentos náuticos. Devemos questionar se esta não será a altura indicada para a entrada de novos modelos de negócio, como os “fractionals”. Um artigo recente do Financial Times, assinado por Graham Norwood, identifica os fractionals como a solução de sonho para quem quer gozar uma propriedade de férias por um período anual limitado, uma vez que permite que o custo da propriedade seja dividido por mais do que um proprietário e como tal baixar substancialmente o valor individual do investimento. É um facto que em épocas de recessão o número de pessoas que se pode dar ao luxo de comprar uma unidade de imobiliário turístico no valor de 1 milhão, 1 milhão e meio e por aí em diante é ainda mais limitado.

EXAME – E quanto já perderam com o facto de os seus projectos estarem parados?

Andrew Coutts – Quando se fala em perca, e sobretudo em projectos turísticos, deve-se ter em consideração dois grandes parâmetros, nomeadamente: a perca decorrente da não concretização de transacções económicas, estando esta intimamente relacionada com projectos em fase de comercialização / operação, e a perca decorrente do custo de oportunidade.   É sobretudo esta última noção que mais “dores de cabeça” tem trazido aos promotores nacionais. Estes dois patamares correspondem a critérios tangíveis e intangíveis, facto pelo qual se torna muito complicado quantificar o valor da perca. Se por ventura a perca decorrente pela não concretização de transacções económicas é algo que possa ser estimado com relativa sensibilidade, já as questões associadas a factores de credibilidade, confiança, e percas decorrentes de alternativas de investimento não concretizadas apresentam um elevado grau de incerteza e quantificação.

Para além do mais, e sendo certo que o turismo é um sector de actividade compósito e transversal a diferentes sectores de actividade, pode-se afirmar que a perca originada pela estagnação económica que se tem verificado, tem repercussões não só directas para os próprios promotores, como também representa uma diminuição do contributo que aqueles projectos poderiam proporcionar para a economia nacional.   Assim sendo, quando se fala em dimensão da perca, é importante ter a noção que esta não se restringe apenas à questão material de não efectivação de transacções económicas, tendo igualmente um grau de intangibilidade e transversalidade à economia nacional, podendo-se afirmar que esta é considerável.





“the appearance of green shoots” by Andrew Coutts

19 11 2009

Andrew Coutts

“the appearance of green shoots” is the perfect expression to translate the current situation of the Portuguese holiday property market. ILM 2nd quarter 10-10-10 (ten questions targeted at ten leading resort developers and agents) market confidence survey concluded that after a period of very low confidence, the market could be stabilized. In fact the companies that predicted a rise in confidence in the previous edition of 10-10-10 for the 4th quarter of 2009 (signs of which are already visible in the 2nd quarter) maintain their view with 50% classifying the level of market confidence as “medium”, and showed that there is less interest in the more established tourist destinations where there is a greater supply.

In order to continue business, the local players are adapting to this new reality by rethinking the product strategy, the financial risks associated, the marketing and sales strategies and the overall model. The standard overseas leisure property model i.e. whole ownership, has reached maturity. Thus, new business models, new distribution channels and above all differentiation and innovation are required to continue the development of the holiday property ownership market. New concepts based upon niche markets are flourishing and the web is playing a crucial role in the market development leading to   greater interface between players. In the holiday property market real estate is now drawing closer to the hospitality business and the experiences and lifestyle that the hospitality business DNA comprises. To sell a property that is managed by a hotel company in a system that allows the owner to buy-to-use (wholly or partially) according to his real needs, and then let back, and earn income from it; represents a win-win-win-win situation. The promoter wins because he is adding value to his asset and he is giving a new life to his stock, the hotel management company wins because these units represent extra capacity in a complementary lodging offer, the tour operator wins because he can now reach a new demand profile and the property buyer wins because he can buy with security and has a guaranteed offer of services, he still owns the asset or part of it, uses it with as a hospitality experience and can profit from it. These new business models explain the success of companies like for example, The Registry Collection (TRC) which is growing steadily, now having over 35,000 members and 160 different resorts in the world’s leading high-end, luxury exchange programme.   The affluent market areas are still spending but they are also looking for more value in their spend and affiliation to TRC membership which enables developers to offer buyers 24/7 concierge services, an elite travel partner programme as well as off-plan sales support. Crucially, TRC affiliation offers expanded choice and variety of destinations, all at a guaranteed luxury standard.

In conclusion, what we consider to be the new critical success factors for the next generation resorts are:

  • DIFFERENTIATION  by creating a Blue Ocean Model
  • A STRONG LIFESTYLE CONCEPT – that reflects a particular way of life.
  • TARGETING – the 4 most important trends in demand are Experiences, Authenticity, Family-friendly Holidays, Hassle-free and seamless travel
  • THE RESORT MANAGEMENT AGENCY – ensures seamlessness in the experience by serving as an umbrella for control
  • FOCUS ON COMMUNITY CREATION – to foster a strong emotional sense of belonging and increase in loyalty
  • INTELLIGENT MASTER PLANNING, GREAT LANDSCAPE, SUPREME DESIGN & CRAFTSMANSHIP
  • SHARED OWNERSHIP, BRANDED RESIDENCES, PERSONALIZATION, AND “HASSLE-FREE” SERVICES – are the 4 growing opportunities for RESIDENTIAL COMPONENTS




Portugal Masters atenua quebras de passageiros no aeroporto de Faro

18 11 2009

 

Maria João Silva

De acordo com a análise i-on-tourism da ILM Advisory, apesar de o mês de Outubro de 2009 ter registado quebras no número de movimentos aéreos registados e total de passageiros transportados, face ao período homólogo de 2008, estas terão sido atenuadas pela adesão dos golfistas internacionais ao evento Portugal Masters .

 

Ao nível dos movimentos aéreos assistiu-se a uma redução de 186 voos comerciais (3.978 em 2008 Vs 3.792 em 2009). Importa igualmente mencionar que do total de voos registados no mês em análise pelas 30 principais companhias aéreas a operar para o aeroporto em causa, cerca de 78,9% foram efectuados por companhias low cost.

No que concerne ao número de passageiros transportados verificou-se uma quebra de 4,8% no comparativo dos meses de Outubro de 2008 e 2009 – 542.073 e 520.661 passageiros, respectivamente. Os Britânicos (326.066), Alemães (61.419) e Irlandeses (36.807) foram as nacionalidades mais representativas para o aeroporto de Faro em Outubro de 2009, algo que poderá ser justificado pelo facto deste mês ter sido marcado pelo evento Portugal Masters em Vilamoura e que, consequentemente, atraiu inúmeros golfistas até à região, sendo a paixão pelos greens nacionais dos turistas oriundos dos países mencionados extremamente conhecida.





Hotelaria do 5* do Algarve Resiste à Crise

18 11 2009

Gonçalo Garcia

Quebra de preços inferior a 8 Euros nos meses de Verão

De acordo com uma análise desenvolvida pela ILM Advisory, os hotéis de 5 estrelas do Algarve estão a superar à crise económica internacional, tendo registado uma quebra média de apenas 7,38 euros no preço médio por quarto vendido (PMQV) no último Verão entre Junho e Agosto, face a período homólogo de 2008.

Os dados recolhidos pela ILM Advisory junto de 10 dos 17 hotéis de 5 Estrelas do Algarve tiveram especial enfoque nos meses de Verão – Junho, Julho e Agosto – incidindo sobre indicadores de performance como o preço médio por quarto vendido, a taxa de ocupação e o revpar (lucro por quarto disponível).

De acordo com a análise referida o nível médio da taxa de ocupação entre Janeiro e Agosto de 2009 foi de 45,52 %, inferior em 13,32% face a 2008, sendo que nos meses do verão esta diferença se situou nos 5,24%. Por sua vez o REVPAR médio foi inferior em 15% quando comparado com o período homologo de 2008. Apesar da variação observada os hotéis geridos ou franchisados por marcas internacionais a operar em Portugal registaram no mesmo período um REVPAR superior aos hotéis nacionais em 67 %, equivalente a uma diferença média de 78,39 euros por quarto.

Todos os hoteleiros entrevistados mencionaram que o mercado interno foi aquele que contribuiu de forma decisiva para a perfor­mance dos meses de Verão, compensando a substancial queda da procura oriunda dos mercados internacionais tradi­cionais. O mercado inglês, apesar de manter uma forte importância para o turismo algarvio, foi o principal responsável pelas quebras registadas.

Entre os directores de hotéis do Algarve entrevistados foi possível definir como estimativa para a facturação de 2009 uma descida entre 10 e 15% face ao acumulado de 2008. Em termos de ocupação, os entrevistados prevêem que o resultado acumulado de 2009 seja semelhante ao de 2008.

A previsão generalizada dos hoteleiros entrevistados é de que o período entre Setembro e Dezembro de 2009 será extremamente complicado, na medida em que confirmações de grupos de conferências e incentivos encontra-se substancialmente abaixo do observado no ano transacto, sendo este segmento um dos principais contri­buintes para as ocupações de 5 estrelas no Algarve no período em foco. Verifica-se na generalidade dos casos a existência de um sentimento de confiança face a 2010, com previsões de melhoria quer nas taxas de ocupação, quer ao nível do preço médio por quarto vendido praticado.

(Download) Algarve 5* Hotel Research Note





Imobiliário Turístico recupera confiança

18 11 2009

 

10-10-10 no TVI 24

Turquia lidera concorrência ao Imobiliário Turístico Nacional

 

10-10-10 na TVI

O imobiliário turístico nacional tem na Turquia o seu principal concorrente, de acordo com análise realizada pela ILM Advisory, empresa especializada em assessoria hotelaria, turismo e imobiliário turistico. Nos primeiros cinco lugares do ranking de concorrentes de Portugal no sector referido, destacam-se ainda por ordem decrescente a Espanha, Grécia, Chipre e Itália.

A análise denominada de 10-10-10 consiste num barómetro trimestral que avalia a confiança no mercado imobiliário turístico nacional, monitorizando a performance e as tendências do sector. Para o efeito 10 perguntas são formuladas a 10 dos principais promotores/investidores a operar em Portugal e a 8 dos agentes imobiliários nacionais líderes do mercado.

A mesma análise conclui que 50 % das empresas depositaram no segundo trimestre de 2009 uma confiança média no mercado e 11 % média alta, resultados que comprovam uma clara melhoria da confiança na recuperação do imobiliário turístico nacional. O 10-10-10 analisa também as motivações na decisão de compra de imobiliário turístico, registando que a confiança no mercado, preço do produto e variações cambiais ocuparam respectivamente as três primeiras posições deste ranking.

Quanto ao produto imobiliário mais transaccionado o 10-10-10 salienta que os apartamentos e as moradias são as propriedades com maior peso na actividade de agentes e promotores, variando o preço médio do m2 entre 2.800 e os 3.269 euros para os agentes e entre os 3.110 e os 3.296 euros para os promotores nas diversas propriedades. Os promotores mostram-se confiantes na estabilização ou mesmo aumento dos preços para o 2º trimestre de 2009.

No primeiro trimestre de 2009 a procura de tipologias T4 e superiores foi baixa, recolhendo os T2 a maior percentagem de clientes com 36,4% dos apartamentos vendidos. De acordo com os participantes no 10-10-10 a venda de apartamentos deverá manter-se (67%) ou aumentar (27%). No caso das moradias os promotores e mediadores acreditam que a procura vai manter-se (82%).

Em relação às vendas globais do imobiliário turístico nacional, o 10-10-10 regista que a confiança para o 3º trimestre de 2009 é média, atingindo 56 % dos inquiridos. Entre as medidas de marketing a immeplentar enunciadas, salienta-se a abertura para os mercados angolano e alemão, promoção de pacotes integrados, presença em feiras imobiliárias, web marketing, cross selling, networking, relações com a imprensa, entre outras.

Entre as empresas que contribuem actualmente para o 10-10-10 incluem-se as seguintes:

Promotores:

  • Norte Golfe Promoções Turísticas e Imobiliárias, S.A. – Porto
  • Bom Sucesso – Óbidos Empreendimentos Turísticos, S.A. – Óbidos
  • ORIZON CAMPOREAL S.A. – Óbidos
  • MSF – TUR.IM, SGPS, S.A. – Lisboa
  • Newlyn Portugal -Algarve
  • Pestana Imobiliária – Algarve
  • Vale do Lobo, Resort Turístico de Luxo, S. A. – Algarve
  • Grupo Oceânico – Oeste e Algarve
  • Aquapura – Porto e Norte
  • Grupo Duarte – Algarve

Agentes Imobiliários:

  • Abacus Savills – Lisboa
  • Atlantic Estates – Algarve, Lisboa e Costa de Prata;
  • Garvetur – Sociedade de Mediação Imobiliária S.A. – Algarve
  • IRG International Reality Group – Lisboa, Algarve e Madeira
  • Sadlers Mediação Imobiliária- Knight Frank-Algarve
  • Winkworth – Algarve e Oeste
  • Consultan -Alentejo Litoral
  • Engel and Volkers – Oeste

(Download) Resultados 10-10-10 2º Trimestre